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Como fazer o registro na Junta Comercial? Guia prático para 2026

Começar um negócio no Brasil exige planejamento e o cumprimento de algumas etapas burocráticas essenciais. O registro na Junta Comercial é o primeiro passo para garantir que sua empresa exista oficialmente e opere de acordo com a lei. Se você quer empreender com segurança em 2026, entender esse processo é obrigatório.

Muitos empreendedores ainda têm dúvidas sobre como realizar esse procedimento e qual a sua real importância. A Junta Comercial funciona como o ‘cartório’ das empresas, sendo responsável por dar vida jurídica ao seu negócio. Sem esse registro, você não tem CNPJ e não pode emitir notas fiscais.

Neste artigo, preparamos um guia atualizado e detalhado sobre como fazer o registro na Junta Comercial. Você vai entender a documentação necessária e o passo a passo para formalizar o seu sonho. Acompanhe e tire suas dúvidas.

Por que fazer o registro na Junta Comercial?

A Junta Comercial é o órgão responsável pelo armazenamento e validação dos dados das atividades empresariais em cada estado. É nela que são arquivados os atos constitutivos, como o Contrato Social, que oficializam o nascimento de uma empresa.

O registro na Junta Comercial garante a publicidade e a autenticidade desses documentos. Isso significa que, ao registrar sua empresa, você torna pública a existência dela.

Além de ser uma exigência legal para a maioria dos negócios, o registro traz segurança jurídica. Ele permite a separação entre o patrimônio da pessoa física e da jurídica, dependendo do tipo societário escolhido.

Sem esse registro, sua empresa opera na informalidade. Isso impede a abertura de contas bancárias empresariais, a participação em licitações e até mesmo a contratação de empréstimos com taxas melhores.

Como fazer o registro na Junta Comercial?

O processo de registro na Junta Comercial foi modernizado e, em muitos estados, é 100% digital através da RedeSim e do Balcão Único. Veja o passo a passo:

1. Consulta de viabilidade

O primeiro passo é verificar se o nome que você escolheu para sua empresa está disponível. A consulta de viabilidade também checa se a atividade pode ser exercida no endereço desejado, de acordo com as regras da prefeitura.

Essa etapa é realizada online, geralmente no sistema da Junta Comercial do seu estado ou na RedeSim. Se o nome já existir ou o local não permitir a atividade, o pedido será negado e você terá que fazer ajustes.

2. Coleta de dados na RedeSim

Com a viabilidade aprovada, você deve preencher o Documento Básico de Entrada (DBE) no Coletor Nacional da RedeSim. É aqui que você informa os dados dos sócios, o capital social e as atividades econômicas (CNAEs).

O sistema integra as informações da Receita Federal e da Junta Comercial. Preencha tudo com máxima atenção, pois qualquer erro de digitação pode gerar pendências e atrasar a liberação do seu CNPJ.

3. Elaboração do contrato social

Para empresas como LTDA e SLU, o contrato social é a alma do negócio. Ele deve conter cláusulas obrigatórias exigidas pelo Código Civil e pela Junta Comercial. O ideal é contar com um contador ou advogado para redigir esse documento.

Evite modelos prontos da internet sem revisão. Cada empresa tem suas particularidades, e um contrato malfeito pode gerar conflitos societários no futuro.

4. Pagamento das taxas

O serviço de registro tem custos. Após preencher os formulários, o sistema vai gerar as guias de pagamento (DARE ou DAE). Os valores variam de acordo com o estado e o tipo de empresa.

5. Assinatura digital e protocolo

Hoje, a maioria das Juntas Comerciais exige o uso de assinatura digital. Você e seus sócios precisarão de um certificado digital (e-CPF) ou uma conta Gov.br nível Prata ou Ouro para assinar os documentos eletronicamente.

Após as assinaturas, você envia o processo digitalmente. O sistema gera um número de protocolo para você acompanhar o andamento.

6. Análise e deferimento

A Junta Comercial analisará se toda a documentação está correta. Se houver algum erro, o processo entra em ‘exigência’, e você terá um prazo para corrigir.

Se estiver tudo certo, o registro é aprovado (deferido). Você receberá o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas) e o contrato social autenticado digitalmente.

Documentos essenciais para o registro

Para evitar idas e vindas, organize a documentação com antecedência. Embora o envio seja digital, você precisa ter os arquivos digitalizados com boa qualidade. Os principais são:

  1. Contrato social (ou Requerimento de Empresário/Ato Constitutivo);
  2. Documentos pessoais dos sócios (RG e CPF ou CNH);
  3. Comprovante de residência dos sócios;
  4. Capa do processo e comprovante de pagamento das taxas;
  5. Consulta de viabilidade aprovada.

Em alguns casos específicos, podem ser exigidas aprovações prévias de órgãos reguladores, dependendo da atividade. Sempre consulte o checklist da Junta do seu estado.

Empresa registrada! E agora?

O registro na Junta Comercial gera o NIRE, mas a jornada de legalização não acaba aí. Com o registro aprovado, o CNPJ costuma ser gerado automaticamente pela integração com a Receita Federal.

Após obter o CNPJ, você precisa verificar a necessidade da Inscrição Estadual (se vender produtos) e da Inscrição Municipal (se prestar serviços). Esses cadastros são fundamentais para a emissão de notas fiscais.

Não se esqueça também de adquirir um Certificado Digital (e-CNPJ). Ele será necessário para emitir notas, enviar declarações e cumprir obrigações acessórias, como o envio de informações trabalhistas.

A importância do contador no processo

Embora a tecnologia tenha facilitado o registro, a burocracia tributária brasileira ainda é complexa. Um erro na escolha do CNAE ou do regime tributário pode custar caro a longo prazo.

O contador é o profissional que vai garantir que seu registro seja feito da forma mais econômica e segura possível. Ele orienta sobre a melhor natureza jurídica, evita erros no preenchimento do DBE e cuida das obrigações mensais após a abertura.

Além disso, a legislação muda com frequência. Ter um especialista ao seu lado garante que sua empresa esteja sempre em conformidade com as regras vigentes em 2026.

Dê o próximo passo com segurança!

Regularizar seu negócio é um investimento na longevidade da sua empresa. O registro na Junta Comercial abre portas para o crescimento, crédito e parcerias sérias. Não deixe a informalidade limitar o potencial do seu empreendimento.

Agora que você conhece o caminho das pedras, é hora de agir. Organize seus documentos, defina seu modelo de negócio e tire seus planos do papel. O mercado de 2026 está aquecido e precisa de empresas profissionais e bem estruturadas.

Quer abrir sua empresa sem dor de cabeça e com total segurança? Fale com um especialista e comece seu negócio do jeito certo!

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